Não quero ser melancólico e muito menos pertubar você com a minha inconformidade. Mas com certeza você vai se identificar com o que vou escrever a seguir.
Sabe aquele dia em que você tem que acordar cedo, 7 horas da manhã, seja para trabalhar, estudar ou até mesmo ir ao banheiro, e você sabe que deve levantar porque você tem algo para fazer, contudo há um outro lado em você que quer ficar deitado ainda debaixo do cobertor?
Vamos separar bem as coisas para que a gente entenda bem a idéia:
LADO A – Após se abrirem os olhos, você está decidido a levantar pois sabe do seu compromisso. Vamos chamar este nosso lado de Razão. Com a vida nós aprendemos que este lado também pode nos prejudicar, assemelhando-se ao nosso lado B. Entretanto, sobre este nós temos maior controle.
LADO B – Sabe que precisa levantar, mas quer ficar só mais “5 minutinhos” deitado (mesmo sabendo que não tem mais tempo). Vamos chamar este lado de Carne (lembrei do termo por causa do termo homem carnal, que só pensa nas coisas carnais; no famoso “Só acredito vendo”). Usando o termo “Carne” não quero soar como um sensacionalista religioso nem sair pedindo dízimo. Só quero convencionar um pensamento com uma palavra;
É impossível que nem um ser humano sequer nunca tenha vivido isso um dia na vida. Você sabe do que estou falando. Quantas coisas nós sabemos que devemos fazer mas há algo dentro de nós que nos “tranca” (quase literalmente falando) de fazermos as coisas?
Na minha vida, tenho treinado desde que me dei por conta disto, lá pelos meus 11 ou 12 anos de idade. Tenho tido um razoável sucesso quando tento colocar algo em prática (com algumas derrotas, é claro) e sufocar o Lado B, digo, a carne.
Devido a algumas experiências, comecei a catar sabedoria daqui e dalí, e montei um contexto na minha cabeça. Paulo, um dos apóstolos de Jesus, cita em um de suas cartas, “O que quero, não faço, mas aquilo que não quero, isto faço. Maldito homem que sou.” É bíblia, muitas pessoas só em ouvir esta palavra já se enxem de nojo. Mas analise: o que está escrito acima é fato! Há algo em nós que controla as nossas ações de tal forma que não fazemos o que queremos, mas sim o contrário. Falo isto não como cristão que sou, mas de um ponto de vista analítico, sem levar em consideraçào a existência de um Deus e etc.
Volto ao exemplo da cama, onde devemos levantar mas não saímos dalí. Um exemplo clássico é quando o filho, ao fazer alguma travessura, merece um castigo e a mãe não consegue efetuá-lo. Nós sabemos o que é correto mas não conseguimos fazê-lo.
O que eu sou? Podemos conhecer uma árvore a partir do seu fruto. Se eu pegar uma maça em uma árvore, sei que esta é uma macieira. Se eu faço coisas que não quero e sou aquilo que faço, logo sou o que eu não quero ser.
Nós vestimos uma roupa e podemos dizer: “Sou gótico, sou aquilo que quero ser”, ou, “Sou musculoso, exatamente o que desejava ser”, ou ainda “Estou toda maquiada, linda como eu gostaria de ser”(esta frase é uma mulher falando, não eu ok?). Como ser aquilo que quero ser mas internamente também, não só externamente? Não só na aparência?
Exposto esta idéia, escreverei um segundo artigo qualquer dia com o mesmo título parte 2. Por hora, deixo a pulga atrás da sua orelha. No próximo artigo falarei a minha opinião sobre o assunto e concluiremos, não sei como, que não somos nada.